Do agora até o vencimento: os dados que mexem com o seu contrato, numa fila só.
Agenda do contrato
Rolagem e vencimento
O bloco de hoje
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no WINQ26
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A linha do WINQ26
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Aprenda a usar o calendário
Antes de decorar datas: o que os números de um calendário econômico querem dizer, e por que o preço reage a eles.
anterior · consenso · efetivo
O que move é a surpresa
Todo calendário mostra três números: o do período anterior, o que o mercado espera (consenso) e o que saiu (efetivo). O consenso JÁ ESTÁ no preço — foi negociado a semana inteira. O que faz o gráfico andar é a distância entre efetivo e consenso. Por isso dado bom pode derrubar o ativo: bastava que o esperado fosse melhor ainda.
a liquidez some antes do número
Impacto não é tamanho, é janela
O risco de um evento não começa quando o número sai — começa quando o livro esvazia, minutos antes. Nessa faixa o spread abre, o range aperta e qualquer ordem executa longe. Range estreito na véspera de um dado não é consolidação, é vácuo. É essa faixa que a régua desta tela pinta de vermelho.
e ele muda duas vezes por ano
O relógio é o de Nova York
Os dados americanos saem às 8h30 de Nova York. Como o Brasil não tem mais horário de verão desde 2019, o MESMO evento cai em horas diferentes na nossa tela conforme o horário de verão de lá começa e termina. Quem decora “Payroll é 10h30” erra por uma hora em metade do ano — confira o horário no dia.
revisão vale tanto quanto o dado
O passado também é notícia
Vários indicadores revisam os meses anteriores na mesma divulgação. Uma revisão grande muda a leitura da tendência e pode mover mais que o número do mês. Quando o preço anda “na direção errada” depois de um dado, a explicação costuma estar na revisão.
As datas que mandam no pregão
Ordenadas por peso: primeiro as que param o pregão, depois as que só mexem. Clique pra abrir a ficha.
🗓️ 30 minutos depois do comunicado do FOMC
Nada — é interpretação. E é justamente por isso que o preço se move.
🗓️ 8 reuniões por ano · decisão na quarta, depois do fechamento do pregão regular
A taxa básica de juros do país pelos próximos 45 dias — e, no comunicado, a intenção pras reuniões seguintes.
🗓️ Mensal, meados do mês · 8h30 de Nova York
A variação de preços ao consumidor americano no mês.
🗓️ 8 reuniões por ano · comunicado às 14h de Nova York, coletiva 30 minutos depois
O juro do dólar — a taxa de referência de todo ativo de risco do mundo.
🗓️ Primeira sexta-feira do mês · 8h30 de Nova York
Quantas vagas fora da agricultura foram criadas no mês, mais a taxa de desemprego e o salário médio por hora.
🗓️ Terça seguinte à decisão, antes da abertura
O raciocínio por trás da decisão da semana anterior: cenários, riscos e divergências do comitê.
🗓️ Mensal, além de anúncios de política a qualquer momento
O resultado das contas do governo e a trajetória da dívida.
🗓️ Mensal, manhã (por volta das 9h)
A inflação oficial do Brasil — o índice que a meta do Banco Central persegue.
🗓️ Mensal, com o pregão aberto
A prévia do IPCA, coletada em janela adiantada — a mesma metodologia, período diferente.
🗓️ Mensal, fim do mês · 8h30 de Nova York
Inflação de consumo pela cesta que o Fed de fato usa na decisão de juros.
🗓️ Trimestral, pela manhã
O tamanho da economia no trimestre, contra o trimestre anterior e contra o mesmo período do ano passado.
🗓️ Toda segunda-feira, antes da abertura
A mediana do que o mercado projeta pra Selic, IPCA, PIB e câmbio.
🗓️ Mensal · 8h30 de Nova York
Consumo das famílias, que é o motor da economia americana.
🗓️ Mensal, poucos dias antes do Payroll
Criação de vagas no setor privado pela folha de pagamento de uma processadora.
🗓️ Mensal (com prévias semanais)
A diferença entre o que o país exportou e importou.
🗓️ Mensal
Saldo entre admissões e demissões com carteira assinada.
🗓️ Toda quarta-feira, com o pregão aberto
Quanto petróleo os EUA têm estocado — proxy semanal de oferta e demanda.
🗓️ Mensal
Índice geral de preços, com peso grande de atacado e construção.
🗓️ Toda quinta-feira · 8h30 de Nova York
Quantas pessoas pediram seguro-desemprego na semana.
🗓️ Mensal (trimestre móvel)
A taxa de desocupação da população — inclui informal, o que o Caged não vê.
O dia dentro do pregão
Onde cada tipo de evento costuma cair — e como a liquidez muda de cara ao longo da sessão.
1
antes da abertura
A agenda já está decidida
Focus na segunda, IPCA em dia de divulgação, comunicado do Copom da véspera. É aqui que dá pra escolher o tamanho do dia.
2
abertura
O leilão organiza o preço
A primeira formação de preço concentra ordens paradas desde o fechamento anterior. Volume alto, referência fraca.
3
manhã
A janela dos dados americanos
É quando os números dos EUA chegam com o nosso pregão já rodando — o horário exato depende do horário de verão de lá.
4
meio do dia
O vale de liquidez
Volume cai e o preço passa a andar com pouca ordem. Rompimento nessa faixa falha mais que em qualquer outra.
5
fim da tarde
Fechamento lá fora, volume aqui
O fechamento das bolsas americanas devolve volume ao nosso book pouco antes do fim do pregão regular.
Como usar o calendário a seu favor
A leitura não serve pra adivinhar o número. Serve pra escolher o tamanho do dia.
01
Decida o tamanho ANTES, não a direção
Não dá pra saber o número. Dá pra saber a hora. Um calendário lido de manhã responde uma pergunta só: hoje eu opero no tamanho normal, reduzido, ou fico de fora nesta faixa?
02
Ordem pendurada na hora do dado é loteria
Com o livro vazio, o spread abre e o stop vira ordem a mercado — a execução sai longe do que estava na tela. Ou você está posicionado com consciência do risco, ou está fora antes da janela.
03
O primeiro range depois do número quase nunca segura
Os minutos seguintes à divulgação costumam romper para os dois lados antes do mercado achar referência. Esperar a referência custa alguns pontos; não esperar costuma custar o stop.
04
Dia sem agenda também é informação
Calendário vazio significa que o preço vai andar pelo que o gráfico dá, sem catalisador externo. É o cenário em que setup técnico funciona melhor — e em que inventar notícia é o erro.